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Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta.

 

O meu navio naufragou. Eu Princesa do Reino da Alegria, estava ali… sozinha, sem roupa e o pior de tudo… sem me lembrar de nada. Hoje quando olho para essa situação, consigo rir, mas na altura estava completamente confusa e cheia de medo.  Acordei na praia. A minha roupa estava desfeita e à minha volta só existia escombros, lixo, areia e mar…

Sentei-me. Não conseguia recordar como tinha ido ali parar. Nem de onde tinha vindo. Era como se estivesse com todas as minhas memórias apagadas. Estava completamente perdida, porque não sabia o que fazer nem para onde ir. Chorei. Chorei muito. Só queria desaparecer. Nada fazia sentido. Chorei tanto que esgotei a minha energia, fiquei exausta e adormeci.

Umas horas depois, voltei a acordar. Olhei de novo em volta, mas desta vez reconheci a praia e o aspeto de destruição à minha volta. No entanto, algo dentro de mim, estava diferente. Era como se as lagrimas tivessem dissolvido um nó dentro de mim. Continuava confusa em relação a todos os acontecimentos. Mas naquele momento, decidi que estava com frio e que tinha de fazer algo em relação a isso. Eu ansiava por sentir o meu corpo aquecido. Então levantei-me e comecei a olhar para o lixo, com novos olhos. Aquilo era um novo mundo cheio de possibilidades. Reparei então que existia peças de roupa e tecidos espalhados ao longo da praia. E senti-me cheia de sorte. Não estavam a brilhar, as rendas estragadas, mas isso não interessava. Vesti umas calças largas que apertei com uma corda, uma camisola com alguns buracos que aconcheguei com um casaco com outros buracos. Felizmente os buracos estavam em sítios diferentes e senti-me feliz. Juntei alguns pedaços de madeira e com esforço e imaginação consegui acender fogo. Lembrei-me que tinha visto a minha avó fazer aquele ritual do fogo inúmeras vezes e que me fascinava. Quando olhei em volta, agora mais confortável e quente senti que estava com fome e vi a minha volta existia arvores com fruta e um riacho com água doce, e senti-me abençoada. Afinal tudo o que precisava ia se materializando… ou será que era o meu olhar, a minha linha de visão que se alterava… e a magia continuou a materializar-se pois um barco surgiu no horizonte…

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Querida Criança,

Hoje devo escrever para ti. E pensei em dar-te vários conselhos. Mas na verdade acho que não devo fazê-lo. Apenas te posso dizer que aproveites. Que sejas feliz. Que vive o momento a momento. Que não tenhas medo do amanhã nem te prendas ao ontem. Vive o Agora. Acho que foi num filme do Panda Kung Fu, que li uma das frases que ficou cá dentro gravada. O Presente chama-se Presente por alguma razão (Presente = Prenda). Aproveita e usufrui. Recentemente também ouvi uma explicação que também me fez muito sentido. Normalmente a nossa mente projeta várias imagens como num filme a uma velocidade estonteante. A maioria das vezes nós nem sequer estamos conscientes disso. E de alguma forma esse filme vai condicionando a nossa via e a nossa maneira de ser. Mas estar consciente desta situação leva tempo e precisa treino. E o treino consiste em passar por momentos bons e outros menos bons. Mas aproveita e tenta no final de cada situação colocar-te como um espectador e perceber o que podes aprender. Da próxima vez que passares por algo semelhante o que podes fazer de diferente para te sentires mais feliz. Também é verdade que primeiro temos de nos perder e ver a noite escura da alma para depois nos encontrarmos e percebermos o que é a Luz. E é isto. Fazer sempre tudo com calma, consciente e acima de tudo, que te faça sentido. Que te complete, que te faça sentir um com todos e um contigo. Que todos fazemos parte de um puzzle e que cada peça individualmente é diferente, mas só faz sentido todos juntos. Que sejamos felizes e que o Amor nas suas mais variadas vertentes e variantes seja sempre o nosso objetivo final. Atualmente vivemos num momento fantástico de transformação e para isso basta olhares para as outras crianças e veras que elas já têm o Amor como guia.

Beijinhos minha querida criança!

Sê feliz!

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Desafio de escrita dos pássaros #7

A Constança precisa duma máscara capilar, mas o teu patrão só quer que vendas compotas de abobora com amêndoa. Convence-a a escolher a compota para usar. 

 

- Olá Constança, Bom Dia! Então, hoje vieste visitar-nos?

- Olá Bruna! Comigo está tudo bem e tu como estás!

- Comigo também está tudo bem! Que boa surpresa! Então, diz-me em que te posso ajudar?

- Vim aqui porque preciso da vossa ajuda! O meu cabelo está péssimo e falaram-me que vocês têm umas máscaras capilares novas que fazem milagres!

- Ai Constança, vieste ao sitio certo! É a revolução no mundo dos cabelos! Com esta máscara a relação com os teus cabelos vai mudar para sempre! E ainda te digo mais! Quando achares que o teu cabelo já está maravilhoso, ainda a podes usar como compota de abobora de amêndoas para comer as tuas bolachinhas!

- É o quê???? Não estou a perceber o que me estás a dizer??? Uma compota que é máscara capilar!?!?!? Ahhhh????? Estou a ficar muito confusa!!!

- Eu sei! Acredita que eu também fiquei estupefacta quando recebemos este produto! Eu também não queria acreditar! Mas olha, é mesmo uma coisa do outro mundo! Experimenta! E se não gostares do resultado no cabelo, sempre a podes usar para comer umas bolachinhas!!!

- Hummm… não sei…. Uma máscara que é compota???? Não sei…

- É verdade! Como sabes a abobora é rica em nutrientes e traz inúmeros benefícios para a saude e a amêndoa também é fantástica. Aliás, o óleo de amêndoas doces é altamente nutritivo e o cabelo adora!

- Não sei… e o açúcar??? Uma compota tem sempre açúcar…

- Pois… o açúcar…, mas este açúcar é especial. Foi selecionado e apenas usado a mais alta qualidade. Na vida também precisamos de um lado doce, senão tudo fica muito pesado…

- Pois é isso mesmo que eu quero! Quero que o meu cabelo fique mais leve, solto e sedoso! Vou comprar! Vou levar três, por favor!

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Queria escrever uma história de amor…, mas não estou a conseguir. A minha cabeça neste momento não está a conseguir que a história flua… A realidade é que eu gostava de poder colocar uma pausa na vida e agarrar nas minhas pessoas e gatas e ir passar um mês numa cabana a beira lago só com o essencial, sem televisão, net ou o que quer que seja… e agora que penso nisto… estou a imaginar uma primeira semana terrível… um verdadeiro campo de batalha… até que a nossa mente se desintoxica-se por completo de todos os estímulos diários a que está habituada, não ia ser fácil… nada fácil. Mas de certeza que ao fim de um mês iriamos regressar muito mais revigorados… e pronto… hoje é um texto assim simples…  sem história nem grande imaginação! Um beijo grande!  

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Desafio de escrita dos pássaros #5 - Hitler

por Pó de Arroz, em 11.10.19

Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo.

 

Hitler, Hitler. Sempre a incomodar. Impressionante que até na fila do purgatório isto corre mal.

Senhor Porteiro do Purgatório, por favor, deixe lá entrar o Hitler. Sim, é verdade, ele excedeu-se um bocadinho muito. Mas a sua sede de poder e de dominar o mundo é igual a de tantos outros que andam por aí. A diferença é que ele teve coragem de fazer e outros tantos só julgam e criticam. Só criam problemas, empatam e não assumem nada. Ora pense lá bem… ele foi o rosto, mas não fez tudo sozinho. Existiam centenas de pessoas que o apoiavam na Nova Ordem e nas suas loucuras e visões distorcidas da perfeição. E pense lá bem… a infância também deve ter sido difícil. Ninguém se torna um monstro só porque sim. Internamente deve ter tido muitas coisas mal resolvidas. Vá lá… dê-lhe lá a oportunidade de entrar no purgatório. Como é que quer que ele comece o seu processo de purificação. Está bem, já se sabe que vai ser um processo muito longo e agonizante. Mas vai ter de começar por algum lado. Só depois de entrar no purgatório, Hitler pode decidir… se aguenta todas as provações e sobe para o Céu ou se desiste e desce para o Inferno. Mas tem de o deixar entrar. Não pode voltar a impactar milhares de almas novamente…

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Eram 05h05 da manhã. A Beatriz, acordou angustiada. Ela sabia que era um dia decisivo, e a sua escolha ia mudar para sempre a sua vida. Decidiu levantar-se. Mais valia sair da cama do que ficar a remoer o assunto. Assim, ainda ia ter tempo para se dedicar a si mesma e transformar o dia num daqueles momentos inesquecíveis. Bebeu um iogurte e decidiu ir correr. Iniciou a marcha lentamente e depois começou a ganhar velocidade. Ao regressar a casa... aconteceu o inesperado. Sem perceber de onde apareceu o carro, Beatriz foi atropelada. O impacto foi tão forte que foi projectada por vários metros. Caiu no chão e não se conseguiu mais mexer. Perdeu por completo os sentidos. Voltou a acordar, numa cama do hospital. Cheia de dores e completamente desfigurada.  Beatriz, não se lembrava de quem era, do que gostava de fazer nem de quem era a sua família. Beatriz estava completamente desorientada e sem perceber o que lhe tinha acontecido. A sua recuperação foi lenta e muito sofrida. As suas memórias foram voltando aos poucos e Beatriz não gostava da pessoa que estava a se recordar. Percebeu que sempre tinha feito escolhas baseadas no seu ego. E que estranhamente era um ego dissimulado. Ela que sempre tinha feito tudo com as melhores intenções. Achava ela com muita humildade. Descobriu também que a Mãe, que ela achava a pessoa mais fria do mundo, era afinal o seu anjo da guarda. Tudo o que aconteceu entre elas, todas as discussões e diferenças, afinal eram as escolhas que a Mãe achava serem as que mais iriam beneficiar a Beatriz. A Mãe esteve sempre ao seu lado, dia e noite até ela estar completamente recuperada. E a Beatriz percebeu tudo e disse que não à sua vida passada. Era como se tivesse renascido. Afinal ir trabalhar para Nova Iorque já não lhe parecia uma escolha tão grandiosa e tão importante. E agora, pensou ela? Como vai ser? Mas logo afastou estes pensamentos. Escolheu começar a viver um dia de cada vez!

 

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O melhor elogio!

por Pó de Arroz, em 03.10.19

Pressa! Muita pressa para regressar a casa. Um quase encontrão no meio da rua. Um sorriso e um elogio! Que boa energia! - gritou o rapaz! Fiquei de coração cheio. Realmente tenho me dedicado muito a esta história das boas energias e boas virações! Alguem que nunca me tinha visto e provavelmente nunca mais vou voltar a ver! Foi um bom reconhecimento e mais um sinal do Universo que finalmente estou no meu caminho!

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Apenas possa partilhar a minha experiência pessoal. O momento que mais me marcou e virou toda a minha vida e convicções de pernas para o ar foi o nascimento dos meus filhos. Cada um da sua maneira. Com a minha primeira filha, tudo aquilo em que acreditava deixou de fazer sentido. Até ao momento, tudo tinha acontecido como era suposto e esperado pela sociedade. Cumpri com tudo o que os meus Pais diziam estar certo e que era o melhor para mim. Depois de a minha Princesa nascer, posso afirmar que o meu mundo interior ruiu. Tudo aquilo que eu mais queria, era estar ao lado dela e ajuda-la acrescer. E a partir de breves momentos, somos que “obrigados” a voltar a este modo de vida robot. Foi um dos piores momentos da minha vida. Porque deixei de acreditar... Ainda hoje, pequenos pedaços de mim, se sentem vazios… Somos condicionados pelos valores monetários e ensinam-nos que este modo de vida “escravizado” é o único que nos permite ganhar dinheiro. Interiormente, tudo estava despedaçado. Posso afirmar que foram 5 anos completamente escuros... E depois…. Nasceu o meu Príncipe! A culpa de abandono sentida até então, suavizou. Percebi que estava a fazer o melhor que sabia até ao momento. Ele com a sua energia contagiante, ensinou-me que rir é o melhor remédio para todos os males. Li em vários blogs, textos e diversos sítios que esta aventura da maternidade é difícil, muito difícil. No entanto, completa-nos e obriga-nos a crescer tanto. Começamos a pensar de maneira diferente, começamos a definir as verdadeiras prioridades. Mas também é fácil nos perdemos nesta condição de sermos Mães e nos anularmos. O segredo de todas estas questões é o equilíbrio de nós próprios. E temos como responsabilidade ensinar os nossos filhos a serem aquilo que eles quiserem e que todas as nossas acções devem ser feitas com consciência. Tento ser a melhor Mãe que sei e consigo. Reconheço que por vezes também falho. Falta-me a paciência. Grito e ralho, quando a única coisa que eles querem é um abraço bem apertado. Por isso, agradeço todos os dias pelos meus filhos. Por tudo o que eles me ensinam diariamente. Por fazerem de mim uma pessoa melhor.

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O Amor. Esse sentimento que nos faz mover e transformar o nosso mundo. Virá-lo de pernas para o ar. O Amor é a emoção mais completa e complexa do que imaginamos. Sem ele nada faz sentido. Felizmente, hoje em dia, já existem imensas pessoas que tentam viver segundo as regras do Amor. Não é tarefa fácil porque o Amor não se resume ao simples ato de amar um namorado, um marido, os filhos, a família.... Amar é tão completo que descobrimos que se não nos amarmos e respeitarmos a nós mesmos em primeiro lugar, tudo o resto é uma ilusão. E eu, estou muito grata por estar a assistir a toda esta revolução de pensamento. Em que o material dá lugar ao emocional. Em que começamos a dar valor a um abraço verdadeiro. Talvez eu esteja só a sonhar e a divagar. Mas o interessante disto tudo é que estou a gostar imenso desta fase da minha vida. É como diz uma velha frase, que só conseguimos ver a nossa Luz, depois de passarmos pela escuridão. Não tem sido fácil, por vezes a vida é madrasta. Como se nos desse um estalo e quer obrigar-nos a acordar. E depois… a escolha é nossa. Temos sempre escolha, acordar ou mantermo-nos a dormir. Hoje o meu maior desafio é manter-me na linha do Amor. Como viver o meu dia-a-dia a Amar? Como ser um exemplo de Amor? Como fazer tarefas de que não gosto em nome do Amor? Como me relaciono com pessoas que me incomodam com Amor? Como perdoo quem me tenta prejudicar de alguma forma, em nome do Amor? Não tenho resposta a estas perguntas…

Mil e uma ideias surgiram para este tema. Histórias mirabolantes. Mas depois, quando comecei a escrever, lá levei novamente o tema para as minhas questões essênciais. Que a vida, seja vivida com Amor.

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Um tiro certeiro, mesmo em cheio no alvo.

Só podia ser este o primeiro tema! Problemas e mais problemas. Depois de penar pensar um pouco sobre o tema, percebi que estou metida numa carga de problemas para fugir de um problema…. Pois eu sei… nada fácil de compreender….

Mas eu passo a explicar:

 Apercebi-me que me estava a arrastar para o fundo do poço… sem luz, escuro, frio e húmido… a vida não estava a ser vivida… estava a ser sobrevivida. O ponto alto do dia era estar sentada no sofá a olhar para o telemóvel…estava mesmo, quase, quase a entrar em modo zombie e decidi que precisava de fazer qualquer coisa. Acordar!

Há sempre problemas, as coisas nunca são como queremos, o dinheiro nunca chega, as pessoas dificultam sempre tudo e reagem de formas estranhas e violentas…

Então agarrei em mim e sacudi até ficar com as cabeça toda chocalhada… então várias ideias começaram a surgir lentamente.

Estou a começar a aprender a viver novamente e a deixar de lado os medos que se transformam em problemas. Há tanto para fazer e experimentar! Porquê é que me estava a limitar tanto…. Alterar a minha linha de visão e transformar os problemas em hipóteses e aceitar que nem sempre as coisas ou situações têm de ser o azul que eu quero, mas podem ser do azul, conforme o céu estiver.  

 

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